O TOP5 do TOP30 2010

Avatar
.

A maior bilheteria da história do cinema ocupa a quinta colocação no TOP 30 de 2010. Conquistando muitos pelos seus efeitos revolucionários e por não possuir um roteiro simplista, mas por esse mesmo motivo perdendo pontos em algumas avaliações, “Avatar”. A Nota mais baixa foi um 7,0 do Cinefilando e a mais alta foi um 10 do Cinéfila por Natureza, que fala logo a baixo:

.

James Cameron dá uma pequena mostra do que a atual tecnologia da indústria cinematográfica é capaz de fazer (preste atenção nos cenários e nas criaturas que foram criadas pelo diretor e sua equipe). Além disso, o filme é uma pura constatação do que é o cinema. James Cameron é um diretor visionário, um cara que leva a sua mente a limites inimagináveis e coloca isso em prática. Dá orgulho de ver que obras desse tipo são realizadas atualmente porque o cinema é para isso mesmo: para nos levar a territórios novos, para nos ajudar a viajar e a compreender aquilo que somos e o que vivemos.

.

.

Por Kamila do Cinéfila por Natureza


O Curioso caso de Benjamin Button

.

É até interessante observar a quarta colocação de "O Curioso caso de Benjamin Button", pois ao mesmo tempo que se tem várias críticas a favor, há também, em quantidade próxima, pessoas que o rebaixam com veemência. Mas, a bancada desse ano o consagrou plausivelmente, como o Cine Vita logo nos falará. A nota mais baixa para o filme foi 6,5, enquanto teve duas notas máximas.

“O Curioso Caso de Benjamin Button” é então um filme para se poder deslumbrar. Impressionante como é em suas virtudes e interminávelmente fascinante no seu retrato, o filme é forte, poderoso e habilidosamente concebido. Não é só sua mensagem maravilhosa ao fim que nos marca, ou nem por isso o elo fortíssimo que é construído entre nós a audiência e seus personagens impecáveis, mas sim o sentimento reconfortante transmitido pelo longa em si que nos faz lembrar do quanto o cinema ainda pode surpreender, do quanto ainda pode ser extraordinário e do quanto ainda pode moldar nossos sentimentos. Tocante, os últimos minutos do filme carregam consigo não peso moralístico ou intenções de pieguice, mas uma forte constatação de nossas particularidades como seres humanos, nossa fragilidade como seres solitários e como nossas relações uns com os outros e com o próprio destino são as mais importantes de todas. O filme então te faz olhar para trás, mas mais importante, te envia para frente com uma percepção nova. Seu conto sobre a vida e sobre o destino é belíssimo, e a abordagem do romance entre seus dois protagonistas é dos mais magistrais. Não é sempre que se pode dizer isso, mas “O Curioso Caso de Benjamin Button” é desde já uma peça primordial no cinema, um filme que nasceu clássico e cujos valores ainda serão reconhecidos por tempos a fio. Magia assim não se compra.

.

.

Por Wallyson Soares do “Cine Vita”.


Amantes

.

É incrível como “Amantes” cresceu em tão pouco tempo dentre os espectadores. Mesmo que a crítica não o consagre, o reconhecimento do público é imediato e não é pra menos, pois realmente é um grande filme, que deixou vários nomes fortes lá atrás e cravou a medalha de bronze com a terceira colocação. A menor nota para o filme foi 6,75 vinda do Cinefilando, mas não foi o suficiente para derrubar graças as notas máximas vindas do Cinemania e do BS Movies, que fala sobre o filme.

É o doce conformismo que precisa de uma decisão extrema e inconseqüente pra ser ultrapassado. Uma decisão que, no fim, acaba alinhando novamente Leonard à total falta de esperança. Mas no momento do desespero, quando tudo se encaminha para um fim que poderia ter sido o começo da história, o mesmo mar da seqüência inicial (numa analogia felliniana) se encarrega de mostrar o caminho para o recomeço. Um recomeço que não vai ser exatamente feliz ou triste - como eu disse, é um filme honesto.

É por essas pequenas sutilezas que é tão difícil olhar para Amantes e não enxergar um monumento.

.

.

Por Diego Soares

.

Inglórios Bastardos
.

Muitos esperavam ver o filme do Tarantino no topo dessa lista. Entendemos o motivo, pois o diretor sabe fazer cinema, mas algumas coisas em Bastardos o prejudicou e o fez levar uma nota 7,0 do Cinephylum que mudou o rumo do filme por aqui, mesmo que as demais notas mantenham uma boa média, mas apenas uma nota máxima do Cinemania não foi o suficiente. Mas, vamos ver o que o Cinefilando tem para mostrar que o filme deveria ser o primeiro colocado.

.

O diretor sempre foi extremamente inteligente com uma câmera em mãos; sabe fazer imagens marcantes e visualmente belas - algo que se mantém neste filme. Tarantino faz filmagens batidas parecerem geniais (como o velho truque da câmera girando em torno dos personagens, que naquele diálogo ficou impagável), usa de ângulos um tanto inesperado, e sempre nos surpreende de alguma maneira. Seu cuidado com a aparência do filme gera em excelentes fotografia, direção de arte e efeitos especiais.

É, em suma, o filme mais maduro de Tarantino. Ele abandona os excessos, e o que fica é o top. Não há excesso de sangue, mortes e estilismos que estamos acostumados com o diretor, mas nem isso ele deixou de ser autoral. Se concentra em momentos exatos, e faz algo que sempre fez bem: grandes diálogos. O primeiro capítulo do filme é fantástico e o que se segue não é menos satisfatório.

.

.

Por Tiago Marin do Cinefilando


Deixa Ela Entrar

Não sei defino a primeira colocação de “Deixa Ela Entrar” como surpreendente ou não. Pois, estamos realmente falando de uma grande obra, de uma grande adaptação, de uma grande direção e roteiro, de um grande elenco, de uma grande trilha sonora, de um filme, realmente marcante. O filme ganhou muitos prêmios pela Europa, mas nem pré-selecionado para o Oscar de melhor filme estrangeiro foi. Mas, aqui o filme foi consagrado como o melhor de 2009 e o que deu essa colocação foram três notas 10 e a mais baixa foi um 8,7. Merecido.

.

Apesar de ser mais um entre vários, a produção sueca se destaca dentre as outras por apresentar uma história simplesmente arrebatadora.

.

Tomas Alfredson não quer deixar o longa com um ritmo mais acelerado, a câmera é sempre movimentada com leveza, dando até um certo tom poético a Deixa Ela Entrar. Destaque para o maravilhoso plano-sequencia da pisicina, uma das cenas mais bem realizadas neste ano.

.

Deixa Ela Entrar é uma grata surpresa, misturando com delicadeza um dos temas mais discutidos hoje em dia. Uma pequena pérola, com seu próprio ritmo, um filme que dá espaço para construir uma relação cuidadosamente, sem pressa. Porque afinal de contas, Deixa Ela Entrar não é apenas um belo exemplar do gênero fantástico, mas uma bela história de amor. São apenas duas crianças descobrindo como é amar pela primeira vez. Puro, ingênuo e feliz.

.

.

Por Diego Rodrigues do “Cinemania”

.

NOTA: Agradeço a todos que acompanharam a exposição da segunda edição do TOP30. Espero que continue comigo na corrida contra o Oscar também! Abraços!


O começo do TOP 10

O Casamento de Rachel

Mais comentado pela disputa do Oscar de melhor atriz entre Anne Hathaway

e Kate Winslet, “O Casamento de Rachel” consegue uma posição bem favorável estando entre os dez melhores do TOP 30 e desbancando outros que tiveram mais destaque nas premiações por ai. Inclusive “O Leitor”.

.

Filha do diretor Sidney Lumet (Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto), Jenny Lumet estréia muito bem uma história que mantém um ar de simplicidade mas está repleta de significados e nuances escondidos. Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes) segue o mesmo princípio e nos inclui na festa e nesta família magoada. Não é a toa que o filme todo é rodado em digital e com a câmera na mão e essa filmagem amadora, de festa em casa, é fundamental.

.

.

Por Cecília Barroso


O Equilibrista

Pegando a primeira edição do TOP30 está é a primeira vez que aparece um documentário e ainda mais tão bem colocado, mas não é por menos. O vencedor do Oscar de melhor documentário ano passado manteve todas as suas notas a cima de 8,0 e cravou o seu lugar.

.

“O Equilibrista” trata de um assunto interessante. Philippe Petit é um personagem e tanto. Seus amigos são figuras raras. Annie fala com um entusiasmo visível sobre o tempo vivido ao lado do acrobata. A jornada vivida por todos eles é mesmo cinematográfica – tanto que vários dos momentos do planejamento da ação no World Trade Center foram reencenados, para o documentário, por uma equipe de atores. No final, a obra acaba sendo um belíssimo retrato de como é importante se persistir no sonho e que o trabalho duro e árduo dá seu resultado!

.

.

Por Kamila


O Lutador

Outro caso em que a atuação foi mais comentada do que o filme em si, acontece com “O Lutador”. Protagonizado por Michael Rourke e dirigido por Darren Aronofsky o filme não levou nenhuma estatueta pra casa, mas ao menos ganhou o reconhecimento do público e principalmente o brilhantismo na atuação de seu personagem.


A virtuosidade de “O Lutador” é então muito grande. Filmado por Aronofsky e pela fotógrafa Maryse Alberti com muita crueza e realismo, é concretizado como um estilo semi-documental essencial e importante para o sentimento de honestidade que o filme quer enviar. A trilha de Clint Mansell (que é sempre muito memorável) se contém bastante, mas esconde brilhos repentinos em diversos momentos. Mas o brilho musical do filme fica mesmo com Bruce Springsteen, que colabora para o filme com a belíssima canção-título. Ainda é impensável não lembrar sobre os desempenhos coadjuvantes majestosos de ambas Marisa Tomei (Guerra S.A. – Faturando Alto) e Evan Rachel Wood (Sem Medo de Morrer), que demonstram grande emoção e profundidade para caracterizações muito reais. São, em suma, uma união de fatores importantes e virtuosos que fazem de “O Lutador” o que é: cinema puro, apaixonado e realmente muito forte. Você o termina arrasado, contente, sorridente e mudado, de certa forma, pela experiência cortante de Randy. É um filme que comove, em muitos sentido, e se finaliza de forma tão pura e singela que é impossível não comemorá-lo.

.

.

Por Wallyson Soares


Guerra ao Terror

É curioso falar o que houve com Guerra ao Terror aqui no Brasil. Dos DVD’s para as Telonas. Isso já aconteceu? Enfim, mas aqui no TOP 30 o filme não foi menosprezado, assim como não está sendo nas indicações e é a minha torcida no Oscar.

.

É uma pena que o longa não teve uma publicidade maior nesse ano aqui no Brasil. Talvez o filme definitivo sobre a Guerra do Terror, é uma obra, no mínimo, tensa e impactante. Desde os minutos iniciais, a diretora Kathryn Bigelow nos confere a tensão do clima de guerra, em uma experiência técnica que foge dos padrões, elevando as cenas em um patamar ainda maior do que o que nos acostumamos. A habilidade com que a diretora filma, utilizando o recurso arriscado da "câmera na mão", é pura técnica. São cortes longos, zooms fechados e bem construídos, sem nunca perder o foco no que realmente importa nesse filme: a complexidade de seus personagens.

.

.

Diego Rodrigues.


Frost/Nixon

Não sei para vocês , mas Frost/Nixon foi uma das coisas que mais me indignou. Não pela sua qualidade que realmente é boa, mas concorrer a melhor filme? Não. Isso não entrava na minha cabeça. Mas, aqui, até agora, é o melhor posicionado dentre os que concorreram junto com ele e o Cinefilando fala o porquê.

.

Baseado na peça homonima baseada em fatos reais, muitos diziam (e ainda dizem) que Frost/Nixon poderia ser um fracasso. Por quê? Porque embora Ron Howard dirija bem ele é um diretor limitado, quadrado, que nunca avançou muito em seus longas, nunca tentando desafiar ou ser desafiado. Só que em Frost/Nixon, Howard não só faz a lição de casa como consegue uma proeza: ser denso ao extremo, brincando com os assuntos, jogando sempre...mas isto tudo claro é graças ao roteiro soberbo de Peter Morgan, que ao meu ver tem o roteiro do ano.

.

.

Por Violonista do Cinema.

O TOP 15 do TOP 30 - Que comecem as apostas!

Star Trek

Assim como o Diego Rodrigues, do “Cinemania” ao qual o trecho abaixo é de sua autoria, também não assisti aos demais filmes da franquia, mas esse ressurgimento que J.J Abrams parece dar a obra é no mínimo interessante. Digo isso, visando os elogios vistos por ai e Star Trek pode surpreender por ai.

.

.

...Nunca eu fiquei com tanta vontade de assistir a uma série antiga como estou agora, e isso não se deve apenas a Abrams, mas como o maravilhoso elenco exibir um carisma invejáve, encarnando seus personagens com tanta irreverência que a curiosidade para ver se eles foram ou não fieis a composição é invevitável. Chris Pine e Zachary Quinto atuam em cada cena como se tivessem nascido para interpretar Kirk e Spock. Ainda sobra para o elenco secundário dar um show à parte: Karl Urban jamais esteve tão dedicado a um papel; Simon Pegg é, sem dúvidas, um dos mais talentosos comediantes que a Inglaterra exportou; Zoe Saldana está linda como Uhura; John Cho entrega Sulu um dos caras mais legais de Star Trek; e, por fim, Anton Yelch diverte como Pavel Chevok.

.

.

Por Diego Rodrigues.


Inimigos Públicos

Acho que dificilmente o filme do Michael Mann conseguirá granjear prêmio esse ano, com “Inimigos Públicos” mas aqui no TOP30 consegue ficar entre o TOP 15. Creio que alguns não o colocaria aqui no Top, já outros entre os cinco. O que talvez faria a Equipe do Cinefilando.

.

.

“...Talvez a parte mais inquestionável do filme seja realmente sua parte técnica, onde temos uma fotografia assustadora de Dante Spinotti, e uma direção de arte belissima de Patrick Lumb, Nathan Crowley e William Ladd Skinner, retratando de modo soberbo a época...os figurinos ficaram por conta da sempre ótima Colleen Atwood (que provavelmente será indicada ao oscar este ano por Nine) e a trilha monstruosa, é de Elliot Gondenthal, sempre ótimo, que nos dá um presente com um score forte e soberano com um tema poderoso e magnanimo. O roteiro, de Ronan Bennett (meu conhecido das produções da BBC) na minha opinião é coerente, criando momentos ageis em contraponto de partes mais suaves. Com uma equipe dessas, é dificil resistir a um filme tão bom!”

.

.

Por Violonista do Cinema.


Anticristo

E o número 13 que tem tantas contradições entre sorte e azar, dá lugar a um filme de igual controvérsia, que arrancou vaias no festival de Cannes e fez o diretor Lars Von Trier participar de uma coletiva um tanto quanto desconfortável. Não para ele, é claro. E quem está na citação sobre o céu e o inferno do diretor é o BS Movies.

.

.

É interessante notar a quebra da composição idílica dos primeiros minutos em contraponto com o naturalismo dogmático que o filme começa a exalar a partir daí. Câmera na mão, quase nada de trilha e um trabalho bem peculiar do fotógrafo Anthony Dod Mantle - recentemente oscarizado por seu trabalho em Quem Quer Ser um Milionário? - formulam uma atmosfera tão crível quanto claustrofóbica. Anticristo é o filme dos extremos.

.

.

Por Bruno Soares




Entre os Muros da Escola

Candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “Entre os Muros da Escola”, junto com “Valsa com Bashir” é mais a ser divulgado aqui no TOP30 e ocupa até uma colocação considerável e a frente de outros filmes que aparentavam ter mais chances por aqui. A citação é do “Cinéfila por Natureza”.

.

.

"O longa, através da vivência diária do professor François Marin, faz uma análise sobre a França contemporânea, país que atrai imigrantes, não só europeus, como também oriundos das antigas colônias francesas. Os alunos dele são de origens distintas e suas identidades culturais são um resultado do choque entre o país natal deles e aquele que os abrigou."

.

.

Por Kamila.


O Leitor

“O Leitor” teve 4 indicações ao Oscar e levou um, com a premiação de Kate Winslet como melhor atriz e é mais um dos filmes que foram candidatos a estatueta, sendo assim, para a bancada, o filme seria a terceira força seguida do vencedor “Quem quer ser um Milionário?” e “Milk – A voz da igualdade”. Na citação,temo o Cine Vita:

.

.

“Frágil, complexo e cheio de pequenas polêmicas, o texto original de “O Leitor” é um que requer um tratamento extra cuidadoso. Qualquer nuance lida errada, emoção extraviada e diálogo mal direcionado pode fazer ruir o fenômenal conto humano explorado pelo aparentemente rico livro de Bernhard Schlink, que é adaptado com dignidade e sofisticação por David Hare (As Horas), competente quando se diz nuances e introspecção. E o que mais existe neste belo retrato de emoções humanas se corroindo são tais nuances, despidas num cenário dos mais introspectivos e densamente comoventes. Quando “O Leitor” tem início, começa um retrato já lamuroso de um homem que parece carregar um peso consigo mesmo. E, retratando este homem, Ralph Fiennes (A Duquesa) é ótimo ao não precisar dizer nada para nos convencer de sua situação, comunicando seus sentimentos em convulsão.”

.

.

Por Wallyson Soares.

.

E aqui o espaço começa a ficar pequeno. Apresentando esses cinco, sobra o TOP 10 de 2009 e filmes cotados para ja serem apresentados ainda não foram, mas será que estarão entre os 10 melhores, ou realmente não ficaram entre os 30. FAÇAM SUAS APOSTAS PARA O TOP 10!




Powered by Blogger