A morte e o mito

OBRA (2015)
Direção: Gregorio Graziosi
Elenco: Irandhir Santos, Christiana Ubach, Júlio Andrade, Lola Peploe.

                                 ロロロロ

Nossa, pesaaaado!


Pode não ter a profundidade que necessitava ter no roteiro, nem deixar de evidenciar tantos aspectos que poderiam ficar mais atrás das cortinas para uma maior dinâmica narrativa, mas ainda assim Obra é um baita filme. A edição e mixagem de som também inteligentíssima, na atribuição de sons diegéticos para criar uma trilha sonora extremamente densa. Coisa linda. Além disso, é simbólico, expressionista e com a melhor fotografia que esses meus olhos já viram esse ano, incluindo os filmes gringos e os nudes que recebo. Bjos.

Um Relicário...


CÁSSIA ELLER (2014)
Direção: Paulo Henrique Fontenelle

                                                              ロロロ

Olha...

Admito ser difícil falar sobre o doc da Cássia, viu? Sinto-me como o respeito que essa mulher de fato merece me fizesse tomar cuidado com algumas ressalvas que tenho em relação ao filme. Mas − pensando bem – talvez o respeito com a artista fizesse com que seus produtores preferissem manterem-se distantes da “personagem” e é ai que o documentário se torna mais jornalístico, do que cinematográfico, em si. E isso é ruim? Sim e não. Não porque o aspecto jornalístico é importante para o documentário − talvez, inseparável − e sim porque a sensação que se tem é que a obra poderia atingir níveis mais profundos, dada a persona de que fala, e que somente o cinema poderia alcançar.Entretanto, o documentário traz o olha de Cássia, provando que realmente não pertence a esse mundo. Ela transcende. Uma sensibilidade que está além das coisas terrenas e que, assim, se eterniza. Sdds, Cássia, sdds.

O Cinema dentro do Cinema


O ULTIMO CINE DRIVE-IN (2015)
Direção: Iberê Carvalho
Elenco: Breno Nina, André Deca, Chico Sant'anna, Fernanda Rocha, Rita Assemany, Rosanna Viegas


                                    ロロロ

Vamos falar de um filme de cinema que fala sobre cinema!!

E mesmo que fale de algo tão grande, tem como seu maior triunfo a própria modéstia. O longa relata a história de um ultimo cine drive-in (aqueles que se assiste dentro dos carros, sabe, né?) no Brasil e traz como história paralela a enfermidade da ex-esposa do proprietário do antigo cinema, junto a seu filho já adulto. Entretanto, da sua despretensão, ainda expõe a questão política e sua desfeita com os valores culturais e artísticos, quando esses não são mais produtos importantes para o sistema. Ainda assim, a relação dos personagens se mostra vivaz e muito bem interpretada. A simpatia para com as figura fazem o espectador se preocupar com cada um e assim querer participar de um final que não é outra coisa, senão, fofo.  


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