Seria trágico, se não fosse... trágico mesmo


                                 ENTRE ABELHAS (2015)


Direção: Ian SBF
Duração: 1h39m
Elenco: Fábio Porchat, Giovanna Lancellotti, Irene Ravache, Marcos Veras


                                                      ロロロ



Um tanto complicado ter alguém conhecido por programas de humor estampando a capa de um filme dramático. Diria trágico. Essa talvez seja a principal característica do surpreendente “Entre Abelhas”, que tem Fábio Porchat como seu protagonista. A intrigante história do rapaz que, com o tempo, vai perdendo a capacidade de ver algumas pessoas, consegue ganhar linhas em um roteiro que se mantém preciso até o final da fita (Salvo algumas cenas que você olha e diz: Que deselegante). O mesmo faz uma análise interessante quanto ao homem e a necessidade indireta do próximo. Dos caminhos frágeis que a solidão apresenta. Ainda assim, o filme acerta em não se permitir filosófico, o que facilmente o faria cair num ralo de pieguices e didatismo barato, como se Paulo Coelho ou Augusto Cury fossem os roteiristas (Rá!). Outro fator muito importante que faz o longa caminhar por trilhos corretos, dentro de um campo repleto de fatores que poderia torná-lo incoerente, é a exploração de um humor muito bem cuidado, fazendo o espectador rir do escrachado e principalmente do trágico. “Entre Abelhas” vale pela eficiência de todos os seus modestos objetivos. 









Fica para à próxima


                                           ISOLADOS (2014)


Direção: Tomas Portella
Duração: 1h30m
Elenco: Bruno Gagliasso, Regiane Alves, José Wilker


                                                          ロロ



Rara tentativa de produção brasileira em criar um suspense nacional e pode-se dizer , sem dúvidas alguma, que ainda não se chegou lá. Tsc. O pesar fica por quesitos estéticos, técnicos e de divulgação que não são aproveitados, nem mesmo os mais simples, como causar um medinho. E não. Não causa. A insistência infantil em manter a câmera nervosa (e o espectador também e and not in a good way), sem se permitir entender como subjetiva ou acompanhante, faz de Isolados um filme que , na tentativa de assustar, mais se vê como irritante. Ora, se o espectador não vê o que está acontecendo, pouco tem o que sentir, senão desconforto. E não de uma boa maneira (again!!). Ganha algum destaque na fotografia e um visível cuidado com a iluminação, mas pra filme bom(zinho) precisa de muito mais do que isso.  

Os melhores do Cinema no ano do 7x1


Com um considerado atraso, compactei os dez melhores filmes de 2014 com base nos lançamentos nas telonas brasileiras, assim como na televisão (a exemplo de “Temporário 12”) ou direto em DVD. A delonga também se deve a demora para o vazamento de obras como o canadense “Mommy” e o argentino  “Relatos Selvagens”, ao qual fui vitima da dificuldade de alguns  filmes desse caráter atingir um maior número de salas para exibição. Minha publicação só não é mais atrasada do que o lançamento de “Mais um Ano”, que esperou cerca de meia década para chegar por aqui (e não é motivo para ficar fora do top, como alguns erroneamente justificam a ausência deste em suas listas). No mais, 2014 foi um ano de médias obras, que mais aglomerou obras razoáveis do que realmente emplacou resultados que supriram o que prometiam. 2013, com isso, permanece um ano com maior número de obras de bom nivelamento. A lista, como de costume, não denomina as colocações, apenas junta uma dezena de destacáveis. Vamos a ela.





O Lobo atrás da Porta, de Fernando Coimbra

Mommy, de Xavier Dolan

Sob a Pele, de Jonathan Glazer

Temporário 12, de Destin Daniel Cretton


 Mais um Ano, de Mike Leigh

Cores do Destino, de Shane Carruth


Oslo, 31 de Agosto , de Joachim Trier

Balada De Um Homem Comum, de Joel Coen e Ethan Coen

Nebraska, de Alexander Payne


Relatos Selvagens, de Damian Szifron



Sim. Sem Boyhood. 



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