Hellboy II : O Exército Dourado (2008)


Em muitos lugares neste mundo, uma pessoa que apresenta uma beleza física privilegiada vai longe por ter uma vantagem em conseguir espaço, seja onde for. E enquanto nos preocupamos com esse fator da aparência, tendo em mente que é o único ponto a obtermos para ganharmos o que quisermos, em outros lugares o número de habitantes preocupados com isso é menor, mesmo que presente. Sendo assim, voltados para a educação das crianças e os desenvolvimentos tecnológicos. Dessa analogia, podemos tirar sentidos em relação a “Hellboy II – O Exército Dourado”: primeiro pelo personagem no filme ser considerado uma aberração pelo público, porém mais humano que ele é impossível encontrarmos e segundo por Guillermo Del Toro fazer um filme que pode nos trazer um Brasil e até mesmo um mundo melhor.

Tentem não se perder. A cada passo que os atores dão existe alguma criatura genuinamente criada para ser apreciada. Não deixem passar monstros, por vezes horrendos por outras um colírio de detalhes curiosos, onde parece que cada Ser foi feito a dedo durante meses de trabalho. Os humanos que aqui residem pouco importam, a não ser para nos privilegiar com ótimas atuações de quem nem ao menos vemos o rosto.

Ainda que observamos efeitos “hipnos” e maquiagens que adentra os nossos olhos, ou quando sentimos a força da trilha sonora, em que sorrimos com “Barry Manilow” , nos prendemos com “Rammstein” ou nos emocionamos com “Eels”, temos ainda mais sentimentos para usufruir. O Exército somos nós fisicamente, alguns grandes e robustos, outros pequenos e frágeis, mas as armas mais fortes dessa batalha é o que sentimos dentro do coração. A nossa razão sentimental e radical em que o mundo não mudará através do começo de uma guerra, nem mesmo no final dela, mas sim quando alguém límpido pausar ela num momento em que tudo parecia acabado.

É o mal mostrando o bem.
São monstros mostrando coração, enquanto humanos mostram a falta dele.

“E é por isso que eu te amo, Beautiful Freak”

Por isso, quando perceberem que seus filhos já se conhecem por gente , não privem de que amadureçam sem sentir a essa emoção enérgica e sem ver o que certos preconceitos soam tão inúteis quanto uma guerra na busca de um mero status supérfluo presente na crueldade do mundo.

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Cotação: ロロロロロ (Filme Excelente)

O Nevoeiro (The Mist - 2008 )


Nenhum dos filmes com adaptações do Stephen King é um verdadeiro fracasso. Algo realmente terrível. Tudo depende do conjunto da obra. Do coletivo. E quando é para adaptar colocando na prática o que especialmente o mestre escreveu, ninguém melhor que Frank Darabont. E em "O Nevoeiro" ele prova isso de forma nítida e gloriosa.

Darabont sabe trabalhar com roteiro. Pois não é à toa que "A espera de um milagre" obteve a indicação de melhor roteiro adaptado, junto com melhor filme, e mais duas outras indicações, mas, infelizmente, ficaram apenas na concorrência mesmo. Assim como "Um sonho de liberdade "que foi mais além com sete indicações, incluindo também "Best movie". E depois desse longa , já está na hora de Frank granjear algo.

"Tem algo no Nevoeiro". King não dá e nunca deu importância ao que ocasionou aquilo ou qualquer outra coisa. A grande Neblina chegando já dá início, logo de cara, a uma história que abusa do psicológico de cada personagem e de seu próprio espectador, pois... O que era aquilo? De onde veio?

Frank e Stephen têm uma excelente química. Isso já foi provado duas vezes. E mais um contando com essa. Ambos, querem manter a tensão, explorar a mente, o medo, pois é o que você não vê que te assusta. A dupla também transfere, como uma demonstração, o caráter do Ser humano perante uns com os outros, as discussões internas de diferentes personalidades ganham destaque. Outra semelhança entre os dois é que gostam de tirar proveito de um único ambiente, como em "Um sonho de liberdade" que praticamente 80% do filme se passa numa prisão, neste caso, o supermercado.

Os efeitos CGI realmente não são dos melhores, mas fica claro que é proposital. Darabont levou para a moda antiga, como um filme que poderia ter sido feito há décadas atrás. E , assim como o mestre, a intenção não é focar os monstros, eles ficam como um caso extra. Um segundo plano.

Assim como a maioria dos trabalhos envolvendo S.K, a história é longa e com isso, obviamente , o filme também fica . Porém, a partir do momento em que você se envolve na trama, o tempo passa e, quando menos se vê , o filme está muito próximo do final. Esta é mais uma semelhança com os outros dois longas dirigidos por Frank em adaptações do escritor. Longos , porém envolventes.

O elenco está, surpreendentemente, ótimo. Thomas Jane trabalha bem.E tem sorte de não ter que exagerar, como Cusack foi obrigado a fazer em 1408. Marcia Gay Horden é a "Personagem King" da história com seus diálogos misteriosos , repetitívos e irritantes, ganhando adjetivo de Louca dentro e fora do filme. E sua encarnação ajuda ainda mais o roteiro , causando conflitos e uma das melhores cenas do longa , a crucificação da "Besta". Além também das qualificadas atuações de Laurie Holden e Andre Braugher.

O Nevoeiro é um filme Perfeito. Souberam assimilar o drama de cada personagem com os conflitos internos, as cenas dignas do gênero altamente tensas e, de certa forma, a religião de forma brilhante. Arrepia e ao mesmo tempo cativa. É agonizante. E o final, mesmo não sendo fiel ao conto, cujo fica em aberto, é de uma audácia incrível. Pode emocionar, ainda mais com uma música muito bem colocada. E mesmo com aproximadamente duas horas de duração, termina com um "gostinho" de “Quero mais”.
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Cotação: ロロロロ ( Filme òtimo )

Um Crime Americano ( An American Crime) 2008




Faça comigo: Aponte o seu dedo indicador para frente, como se tivesse apontando para um ser e repare que enquanto um direciona-se a uma pessoa , três retornam para você. Em um momento de pressão mental, não prestaríamos atenção no que vem a nós, mas sim no que vai para os outros. Nos erros alheios. Assim, a desequilibrada Gertrude Baniszewski, pratica suas excessivas e injustas torturas físicas, sexuais e morais sobre Sylvia com o intuito, para ela imparcial, de educá-la e ser um membro rígido e seguidor da igreja.

Com uma narrativa passada após todo o ocorrido, através do julgamento de “Gertru” , a estrutura do longa é bem delineada entre o psicologicamente nojento e o visivelmente chocante. Assim, o espectador deixa para sentir a tristeza do filme próximo ao epilogo mostrando uma personagem dividida entre o padecer e a sua fé.

O que Tommy O`Haver faz é definir suas vistas sobre quem tortura e não sobre quem é torturado. Sendo assim, Gertrude passa uma boa porcentagem de desconforto para nós observadores, não exatamente pelos seus atos, mas por sua situação psicologicamente imunda. Por isso Catherine Keener tem uma atuação fantástica, dando conta dos momentos mais difíceis, até puxando o destaque que era para ser de Ellen Page, que mesmo possuindo uma atuação no mesmo nivel do que em "Hard Candy" , mas um pouco inferior a "Juno" , aqui, como coadjuvante, a atriz mostra que se adapta a várias circunstâncias.

O`Haver ainda trai o espectador em seu desfecho sublime. Audacioso a sua maneira de torcer o clímax, mostrando que o que desejávamos poderia ter acontecido, mas tudo cai em um sentimento de peso sobre nós espectadores, pois a moral de “Um Crime Americano” é prevalente: no final das contas, todos tiveram a oportunidade de travar este crime e todas as torturas, mas ninguém fez nada sobre o assunto, nem eu e nem você. Por fim, é tanto a sua culpa, uma vez que de Gertrudes (Viu como a brincadeira dos dedos procede?)

Um dos filmes mais finos que mostra um dos mais horríveis casos do século XX , ainda que convivamos com essa crueldade hoje em dia, ao saber que uma criança foi jogada da janela de um prédio ou presa e torturada durante toda a melhor fase da vida.

- Porque você fez isso?
- Eu não sei, Senhor!

Cotação: ロロロロ ( Filme ótimo )



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