Mad Detective ( Sun taam - 2007)



Johnnie To é considerado em seu país, na China, um mestre do cinema. Diz o próprio, que ainda procura o significado do cinema e que pensa um dia em trabalhar em Hollywood . Em 2007 , formando uma parceria com outro “famoso” chinês Wai ka-fai , fazem um filme que não facilita a narrativa para o espectador entender, fazendo assim um dos thrillers neuróticos mais originais já produzido.

O que elogio aqui é algo fácil de ser admirado no cinema asiático: atuações perfeitas, originalidade exacerbada e gostosa de ver, mesmo que aqui seja um filme por vezes complicado. O detetive Bun, possui um dom sobrenatural para prender criminosos , quando vivencia as situações das vitimas, por meio de simulações, que muitas vezes soam bizarras. Além de Jhonnie e kA-fai embutirem algumas situações dramáticas, para uma pessoa que é apresentada como louca em tudo que fala e principalmente sente.

A base do roteiro é forte: existe ou não pessoas com dupla personalidade? Aqui ela existe e o personagem Bun é quem carrega e libera toda a carga neurótica que cresce cada vez mais para o personagem e para nós. A direção cria os seus próprios consensos sobre as posições dessa condição mental da figura, transformando esse transtorno em algo real e não ilusório. Além de deixar termos psicanalíticos de fora e algo que não apresenta cura, pois aqui isso não é uma doença.

Ainda que tudo pareça loucura, tudo é verdadeiro e coerente.

Cotação:ロロロ+ (Filme Muito bom)

O Procurado (Wanted)


Também sou um contador e tomo remédio para ansiedade, mas o meu caso não chega aos pés do personagem Wesley Gibson, “bem” (aspas para tirar um pouco da força da palavra) interpretado por James McAvoy (Atonement). Com uma vida conturbada pela sua mulher, patroa, “melhor” amigo e pelo seu sistema nervoso, o diretor Timur B. transforma um personagem de vida sem planos para uma situação de auto-satisfação, deixando de ser um “nada”, envolto de outras figuras que o conhece bem mais do que ele próprio.

O elenco segue uma linha de determinação, mas não é nesse filme que conseguem suas melhores atuações, ou algo além do que já tenham mostrado. Mesmo, por vezes, Jolie chega a um nível auto de coerência com o que o filme mais demonstra: exagero. O ponto positivo é ele ser exagerado, mas com criatividade. Aqui, muitas coisas voam, dão piruetas, curvam, sobrevivem e morrem, mas não caem no ridículo. Graças a efeitos e câmeras não muito distantes de um Michael Bay (Transformers) e um Len Wiseman (Duro de Matar 4.0)

Em termos de inovação, “O Procurado” fica dependente de cenas surreais, para demonstrar isso. Mas, se tratando de um filme de ação, o longa permanece na normalidade e não era algo comum que esperávamos dele.
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Cotação: ロロ (Filme regular)

Redacted (2007)





O Diretor mostra de maneira esbelta, como sempre, a pressão psicológica vivenciada 24 horas pelos soldados americanos na base de Mahmudiya, no Iraque, assim plantados para revistar qualquer pessoa que passe pela guarda, sejam adultos ou crianças enquanto vão para as aulas. Porém, De Palma não é nenhum pouco patriota em seu trabalho, assim mostrando uma crítica extremamente violenta, onde o foco é desvirtuar a realidade exposta pela mídia, não apenas a estadunidense, mas sim a mundial. Por isso o nome Redacted também tem como significado “Editar para publicação”, que assim responde o porquê do diretor fazer um filme para relatar a verdadeira história e não um longa de guerra convencional.

Com um elenco pouco conhecido e de nível coerente com o modo de filmagem sem película, o diretor desmerece quaisquer justiça relativa ao intervencionismo político dos Estados Unidos, nos mostrando uma violência pouco explícita, mas que não dispensa a capacidade de nos deixar com um nó na garganta, com o lado sórdido que os soldados norte-americanos fazem como se estivessem cobertos de razão em estuprar e matar uma jovem de 15 anos. E essa revolta que o espectador sente é ainda aumentada enquanto os culpados elaboram falsos comentários para se livrar de uma penalização pela barbárie cometida e ainda assim não sentir o mínimo de peso na consciência.

Brian de Palma prefere relatar, por isso não é um filme de ação, embora contenha um roteiro ligeiramente contínuo e concreto. A utilização do diretor, de modo tão envolvente e profundo, em usar mensagens via internet feita pela população norte-americana, revoltada com o fato ocorrido, remete ao resultado do filme em ser chocante, triste e frustrante. Palma criou um filme que encontra o seu significado no mundo exterior, no efeito que ele espera que tenha. Seu filme é nu, cru e bastante significativo para amor e o ódio. Vide o final chocante e emocionante.

Brian de Palma nos mostra a sujeira com total elegância.
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Cotação: ロロロロ (Filme ótimo)

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