Oscar 2009: Milk - A Voz da Igualdade

Acessível e ao mesmo tempo recusado, como seu próprio personagem.
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Muito se ouve ainda em discussões sobre “O Segredo de Brokeback Mountain” dizendo que caso o filme não envolvesse a homossexualidade seria um trabalho comum (nem dando atenção a outros quesitos visuais e sonoros além da crítica universal que o longa possui), mas este ano surgi ,com uma divulgação menor do que o trabalho supracitado, “Milk – A voz da igualdade” que contesta termos ainda mais profundos, mesmo obtendo uma seriedade cruel envolta de seu personagem principal e o seu grupo, trazendo uma história mais pesada para o espectador mesmo que reserve espaço para elementos mais particulares de Harvey Milk e assim toque os observadores de mentes mais abertas.
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Esse novo trabalho de Gus Van Sant não é um intruso diante os outros quatros indicados ao Oscar, pois obtém forças ao conseguir acertar com perfeição em fatores relativos a técnica que sempre direciona a alguma ação, seja pela fotografia, trilha sonora e principalmente pela esplendida montagem que Sant usa ao juntar as imagens da época com a sua própria película. A genialidade diante das câmeras de Van Sant consegue esquadros belos até nos mais obscuros cenários, principalmente quando usa seus objetos (incluindo os atores) contra a luz em curtos espaços. Em algumas cenas se vêem a capacidade da direção quando amplia o espaço, fotografando estupendamente, através de um pequeno apito. Memorável. São essas considerações com a câmera do diretor, que consegue fluir mais ênfase ao filme, caso o mesmo apresente algo convencional.
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Sean Penn se mostra um entregue a arte cinematográfica por se mostrar um estudioso, mesmo depois de já ter ganhado o Oscar e ter deixado Bill Murray com aquela cara sem graça em 2004. Este ano, mais uma vez, Penn é um dos indicados de maneira justa, pois a sua transmissão de simpatia, por ser insinuante e aprofundar-se num sentimentalismo nos momentos humanos pela procedência da narrativa, junto com o desgaste de sua seriedade diante da política. Além dele, Josh Brolin atua com uma expressão de extrema convicção de sua figura, tornando-se assim mais uma força diante do filme, que ainda trás o jovem Emile Hirsch.
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Direcionando a sua câmera para a década de 70 para remeter a uma seqüência de semelhanças com o clima atual referente ao preconceito, mostrando que mesmo superando os diversos obstáculos daquela época, ainda resta uma infinidade de discriminações referente ao assunto. “Milk” se torna importante pela parte que toca a cada pessoa numa despesa comum: compreender a turbulência universal das três décadas passadas, igualmente notando e refletindo a luta do personagem pela igualdade que todos merecem. O que intriga é que algumas pessoas ainda concordarão com as atitudes da polícia e de Dan White.
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Cotação: ロロロロ (Filme Ótimo)

13 Response to "Oscar 2009: Milk - A Voz da Igualdade"

  1. Um dos melhores filmes ano, Gus Van se supera, e me arrisco a dizer que está é sem duvida sua obra-prima, porém ... é um filme comum, que será esquecido em pouquissim tempo!

    Me encantei completamente pela forma como o Dustin Lance Black tratou a temática e principalmente pela sensibilidade do Gus Van Sant na direção. Não me importaria de ver esse filme como o grande premiado do Oscar 2009, mesmo sabendo que é muito complicado isso ocorrer...

    Wally says:

    Nem todo mundo se encantou com o filme, mas acho que a maioria reconheceu que tem sim inúmeras virtudes. Aguardo-o ansiosamente.

    Ciao!

    Alyson, estou de volta à ativa!!!!!!

    Sobre Milk, foi a minha decepção do ano. Decepção mesmo... o texto tá pronto e logo logo eu posto.

    Abs!

    Ainda nao assisti, mas tô botando uma fé de que vai ser o melhor filme da temporada.

    Troquei de blog devido a alguns problemas ... Mas, estou de volta já

    http://cineeclub.blogspot.com/

    abraço!

    Cara, agora o moviefordummies tá no wordpress; depois dá uma passada lá!

    Abraços!

    Kamila says:

    Quero muito assistir a "Milk", ainda mais depois do Oscar de ontem à noite, com os discursos muito bonitos do Sean Penn e do Dustin Lance Black. A gente vê que o longa conta uma história que precisa ser relatada.

    AINDA NÃO VI, MAS ESTOU BASTANTE CURIOSO COM UMA ELOGIADÍSSIMA HSTÓRIA DE UM HOMEM DISCRIMINADO QUE AGRADOU AOS OLHOS DOS CINÉFILOS NO MESMO PERÍODO EM QUE A POLÍTICA AMERICANA PAROU O MUNDO COM A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DE UM HOMEM DE UMA RAÇA TAMBÉM DISCRIMINADA.

    ABRAÇOS

    Filme legal, simpático. Mas preso demais as atuações do elenco.

    Agora que passou a correria do Oscar, estou mais calmo para assistir os que deixei para trás. Só agora que talvez estréie Foi apenas um sonho aqui no cinema.
    Tenho que ver esse filme do Sant para verificar se esse bam-bam-bam todo.

    Não gostei, decepção assim como Kau. Achei que o filme podia empolgar mais, e envolver mais o personagem prioncipal com o espectador!

    Conteúdo aprovadíssimo amigo, farei uso constante deste; que é sem dúvida uma fonte de informação de qualidade e interação... Parabéns!

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