Redacted (2007)





O Diretor mostra de maneira esbelta, como sempre, a pressão psicológica vivenciada 24 horas pelos soldados americanos na base de Mahmudiya, no Iraque, assim plantados para revistar qualquer pessoa que passe pela guarda, sejam adultos ou crianças enquanto vão para as aulas. Porém, De Palma não é nenhum pouco patriota em seu trabalho, assim mostrando uma crítica extremamente violenta, onde o foco é desvirtuar a realidade exposta pela mídia, não apenas a estadunidense, mas sim a mundial. Por isso o nome Redacted também tem como significado “Editar para publicação”, que assim responde o porquê do diretor fazer um filme para relatar a verdadeira história e não um longa de guerra convencional.

Com um elenco pouco conhecido e de nível coerente com o modo de filmagem sem película, o diretor desmerece quaisquer justiça relativa ao intervencionismo político dos Estados Unidos, nos mostrando uma violência pouco explícita, mas que não dispensa a capacidade de nos deixar com um nó na garganta, com o lado sórdido que os soldados norte-americanos fazem como se estivessem cobertos de razão em estuprar e matar uma jovem de 15 anos. E essa revolta que o espectador sente é ainda aumentada enquanto os culpados elaboram falsos comentários para se livrar de uma penalização pela barbárie cometida e ainda assim não sentir o mínimo de peso na consciência.

Brian de Palma prefere relatar, por isso não é um filme de ação, embora contenha um roteiro ligeiramente contínuo e concreto. A utilização do diretor, de modo tão envolvente e profundo, em usar mensagens via internet feita pela população norte-americana, revoltada com o fato ocorrido, remete ao resultado do filme em ser chocante, triste e frustrante. Palma criou um filme que encontra o seu significado no mundo exterior, no efeito que ele espera que tenha. Seu filme é nu, cru e bastante significativo para amor e o ódio. Vide o final chocante e emocionante.

Brian de Palma nos mostra a sujeira com total elegância.
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Cotação: ロロロロ (Filme ótimo)

3 Response to "Redacted (2007)"

  1. Alyson, como vai?

    Que bom que já pôde ter assistido ao filme. Fico aguardando por aqui até o seu lançamento no Brasil, algo sem previsão. Não sei se você sabe, mas Brian De Palma é o meu diretor predileto e estou muito ansioso por este projeto que parece marcar um estilo de domínio como cineasta que é inédito em sua carreira, mesmo que ele tenha trabalhado com uma premissa similar no drama "Pecados de Guerra", onde um grupo de soldados estupra e mata uma garota em plena guerra no Vietnã. E pelo que pude acompanhar da sua carreira, ele não deve hesitar ao ousar nas cenas de violência (me parece que nos créditos finais ele utiliza capturas reais do local onde a garota e a sua família foi morta, correto?).

    Abraços, bom fim de semana.

    Gosto muito dos filmes do Brian de Palma e espero muito gostar desse. Me lembra um pouco Pecados de Guerra.

    Wally says:

    Parece que é uma refrescada de De Palma depois da irregularidade de Dália Negra, bem fraquinho.

    Sua crítica me deixou bem interessado. O filme parece ser intenso.

    Ciao!

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